A História do Distrito

 

No início

         A data oficial de sua criação é em 1889 ano no qual Moreira César foi nomeado como bairro. Antes chamado de Nhambuí (Nome que em tupi significa Mamona, já que a vegetação nativa do lugar era desta árvore) e Barranco Alto (devido a um de seus afluentes). Mas seus primeiros exploradores passaram por estas terras no século XVI, paulistanos em busca de uma nova rota pelo leste para a cidade do Rio de Janeiro, trilhando assim a antiga rodovia Rio - São Paulo. Tem-se registro que por volta da década de 10 do século XIXexistia uma venda na onde hoje se situa o bairro das Taipas. Esta venda também funcionava como um tipo de pousada, para os viajantes que percorriam todos os 446 km entre as duas províncias. 

        Por volta do ano de 1880 se instalou um posto telegráfico em Nhanbuí, já que nessa época o meio de comunicação mais viável era a telegrafia, pois se quiséssemos saber de algum fato ocorrido em outra cidade ou comunicarmo-nos com eles deveríamos recorrer a esse método. Assim com esse fato fazendeiros que jaziam naquelas terras lutavam para a criação de uma estação férrea para que os moradores pudessem usufruir do transporte comum a eles. Por fim a construção da estação foi ocorrida em 7 de janeiro de 1889, data que ficou conhecida o nascimento oficial de nossa terra, que nesse mesmo dia mudou seu nome para Bairro de Moreira César. O posto telegráfico de Moreira César foi desativado na década de 60 e demolido na década de 1990, pois segundos motivos ele era construído de taipa e madeira, um erro grande de demolição já que uma estrutura com mais de 100 anos poderia ser reformado e serviria como ponto histórico para as futuras gerações e porque não para nós cidadãos atuais.

 

 

         

 

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         Com um posto telegráfico uma estação de linha férrea e com a antiga Rio – São Paulo cortando-a no meio a terra do Cel. Moreira César tendeu a crescer. Tinha como ponto de partida a capela de Santa Cruz, num ponto chamado de Largo do Barranco Alto, e em 19 de junho de 1926 foi iniciada uma obra de construção da Igreja Matriz São Vicente de Paula ao lado da antiga capela de Santa Cruz que foi concluída em 1933. Em 1955 foi criado o grupo escolar da Estação de Moreira Cear com 4 séries de 1ª a 4ª série totalizando 160 alunos hoje aquele pequeno grupo escolar se transformou na mais antiga escola de nossa história, “E.E. Deputado Claro César”. O bairro passou a ser distrito policial no inicio do século XX com a instalação de uma cadeia, que por milagre ainda permanece em pé. Mas foi no ano de 1958 que nosso pequeno bairro foi declarado a categoria de distrito de paz. Isso significava na época o reconhecimento de poder civil, e que havia um numero significativo de pessoas juntas em um lugar urbanizado, em termos grosseiros, como se o bairro de Moreira César deixasse de ser roça. Mas mesmo sendo elevado a esse nível somente em 31 de dezembro de 1962 que passou a ser oficialmente reconhecido, pois foi nesse ano que foi instalado o distrito de paz numa solenidade regida na escola Deputado Claro César, e também nesse mesmo ano foi instalado o Cartório de Registros das Pessoas Naturais e Anexos, onde assim os moradores não precisariam mais partir para o centro de Pindamonhangaba em determinadas situações em que se deveria recorrer ao cartório. E nesse meio tempo foi estabelecida a primeira linha de transporte do Distrito, em 1959 pela empresa Pássaro Marrom. E no ano de 1968 foi construída a subprefeitura de Moreira César, num terreno doado a prefeitura pelo morador Octávio Goffi Salgado.

 

 

 

 

 A Estação Ferroviária

(este texto foi retirado do site: http://estacoesferroviarias.com.br)

 

 

 

 

     HISTÓRICO DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté) e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ.

 

 

      A ESTAÇÃO: A estação, inaugurada em 1898, homenageava o Coronel do Exército Moreira César, morto em Canudos, BA, quando comandava tropas do Governo, em 1897. A estação foi feita com madeira nobre Pinho-de-Riga vinda especialmente da França para a construção destinada. Servia de muito para levar o café produzido na região do atual Distrito para lugares longes e até mesmo ser transportado em direção a Europa lugar onde se apreciava o nosso produto. Antes, porém, segundoRômulo Campos D'Arace, existia ali desde os anos 1880 um posto telegráfico cuja existência levou à pressão para a construção de uma estação. Alexandre Ferreira César e Bernardino de Sena Leite, fazendeiros locais, doaram as terras para esse fim. Esta, segundo o autor, teria sido inaugurada em 07/01/1898, data diferente da constante na Central do Brasil (ver acima) e com o nome de Moreira César, morto um ano antes e cidadão de Pindamonhangaba, cidade à qual pertencia a vila., que, até ali, se chamava Nhambuí, nome índio para mamona, ali existente em grande quantidade na época. A estação existiu até o início dos anos 1990, quando foi demolida. (Fontes: Christofer Ray; Contribuição para estudos das estações ferroviárias paulistas, Sueli Ferreira de Bem, anos 1990; Rômulo Campos D'Arace; Wanderley Duck)

 

Patrono

 

 

 Sobre sua História

(Este texto foi tirado do site http://pt.wikipedia.org)
 

 

Nomeou seus pais, em sua Fé de Ofício, como sendo desconhecidos ou incógnitos. Sabe-se, contudo, que ele era filho do padre Antônio Moreira César de Almeida (1814 - 1860) e de Francisca Correia de Toledo (1818 - 1895), falecida solteira e irmã de Maria Bernardina Correia de Toledo, que foi casada com o capitão Bento Moreira César de Almeida, irmão do mencionado padre. Moreira César foi fruto de uma relação ilícita de traição por parte de sua mãe e seu pai morreu aos seus 10 anos de idade. Mas mesmo assim, como tudo indicava que sua infância deveria ser traumatizada e problemática, já que numa situação como essa numa época destas a tendência era mais indicada a esse rumo, ele contrariou todas as expectativas, se ingressou na carreira militar voluntariamente alem de ser um excelente aluno, e se desenvolveu no exército brasileiro de uma forma estonteante, alcançou a patente tenente-coronel, e foi chamado para liderar uma expedição a Canudos. Pindamonhangaba considera o Cel. Moreira César um filho ilustre, com referência a sua grande coragem e determinação que o levou a Canudos. Treme-Terra, assim ele era conhecido entre o povo. Corta-Cabeças, assim era conhecido entre os escravos.

 

 

Os Últimos dias de Cel. Moreira César

(1850-1897)

 

No contexto à repressão da comunidade de Canudos, a chamada Campanha de Canudos, após o fracasso de duas incursões militares, o baiano Manuel Vitorino, vice-presidente da república em exercício, nomeou o coronel Moreira César para comandar uma terceira expedição militar. A primeira fora comandada pelo tenente Manuel da Silva Pires Ferreira (1859- 1925), tendo sido batida em Uauá (Novembro de 1896, e a segunda pelo Major-fiscal Febrônio de Brito (1850 -?), batida, por sua vez, em Tabuleirinho (Janeiro de 1897).

Moreira César partiu do Rio de Janeiro para a Bahia em 3 de fevereiro de 1897, aportando em Salvador a 6 do mesmo mês. No dia seguinte partiu para Queimadas, onde chegou no dia 8 pela manhã, por trem expresso. Temendo que os sertanejos abandonassem o arraial, intensificou os preparativos para a partida da tropa em direção a Monte Santo. O seu efetivo era composto por mil e trezentos homens, seis canhões Krupp, cinco médicos, dois engenheiros militares, ambulâncias e um comboio cargueiro com munições de guerra e de boca.

Antes de acampar em Monte Santo, onde estabeleceu a segunda base de operações, Moreira César sofreu uma crise epiléptica, que se repetiria, com mais brandura, na Fazenda Lajinha, entre Monte Santo e Cumbe (atual Euclides da Cunha). Em Cumbe mandou prender o vigário local, padre Vicente Sabino dos Santos, sob a acusação de partidário de Conselheiro. O religioso foi solto posteriormente, por interferência do Estado-maior.

Próximo ao arraial de Canudos a expedição foi atacada por piquetes de homens de Conselheiro, sem que porém tenha havido enfrentamento.

No dia 2 de Março a coluna militar avançou sobre o Rancho do Vigário, a dezenove km de Canudos. Moreira César pretendia aproximar-se do arraial, permanecer um dia nas vizinhanças das margens do rio Vaza-Barris, bombardear a povoação e em seguida conquistá-la com a sua infantaria.

Na manhã do dia 3 Moreira César mudou subitamente de idéia, optando pelo ataque imediato. O arraial foi duramente castigado pelas peças de artilharia. O assalto final teve início após o meio-dia. Os defensores de Canudos defenderam-se a tiros a partir das igrejas velha e nova. Nos primeiros momentos as forças do exército conseguiram invadir o arraial e conquistar algumas casas. Foram, contudo, obrigadas a recuar, devido à pouca munição.

Após cerca de cinco horas de combate, Moreira César foi ferido no ventre, quando se preparava para ir à frente de batalha incentivar a tropa. Atendido pelos médicos, estes constataram tratar-se de ferimento mortal. O comando foi transferido ao coronel Pedro Tamarindo.

Após mais de sete horas de combate encarniçado, o coronel Tamarindo decidiu recuar. Moreira César faleceu doze horas após haver sido atingido, na madrugada de 4 de Março de 1897, protestando que Canudos fosse uma vez mais atacado. Em reunião de oficiais, às 23 horas da noite anterior, fora decidida a retirada, dado os grandes números de feridos. Moreira César mandou constar em ata que, se saísse vivo da guerra, pediria a exoneração do exército.

A retirada constitui-se uma das situações mais críticas em que o exército brasileiro esteve envolvido, uma vez que foi necessário percorrer os cerca de duzentos quilômetros que separam Canudos de Queimadas, primeira base de operações da tropa.

 

 

Lista de bairros 

(Nomes dispostos em sua forma vulgar conhecida)

  • CDHU I (Cícero Prado)
  • CDHU II (Liberdade)
  • Centro
  • Coruputuba
  • Don Bosco
  • Feital
  • Ipê I
  • Ipê II
  • Jardim Carlota
  • Jardim Regina
  • Jardim Tamborindeguy
  • Karina (Paulinho de JESUS)
  • Laertia Assumpção
  • Loteamento Azeredo
  • Loteamento Ramos
  • Mantiqueira
  • Marieta Azeredo
  • Padre Rodolfo
  • Pasin
  • Pindamonhangaba "G"
  • Sapucaia
  • Taipas
  • Vale das Acácias
  • Vila São Benedito
  • Vila São João
  • Vila São José
  • Vista Alegre